Eu sou a que no mundo anda perdida, Eu sou a que na vida não tem norte, Sou a irmã do Sonho, e desta sorte Sou a crucificada… a dolorida…
Sombra de névoa ténue e esvaecida, E que o destino amargo, triste e forte, Impele brutalmente para a morte! Alma de luto sempre incompreendida!…
Sou aquela que passa e ninguém vê… Sou a que chamam triste sem o ser… Sou a que chora sem saber porquê…
Sou talvez a visão que Alguém sonhou, Alguém que veio ao mundo pra me ver E que nunca na vida me encontrou!
Interests
Envoltos pela névoa de linho
os amantes se olham indescobertos... Envoltos por sins e temores os amantes se tocam cautelosamente... Envoltos por olhos ardentes... os amantes se desejam misteriosamente... Envoltos... no quarto fechado há um não sobrar de espaço para dois As palavras sussurram delicadamente prazeres inconfessáveis e não ditos Mãos espalmadas em busca de espaço desafiando as leis da física... Pernas, ora trançadas ora retesadas... querendo quebrar todos os limites Bocas em beijos, em cada milímetro... engolindo toda a possível resistência Entre lençóis, os amantes se esquecem eternamente do tempo ... Para quê tempo? se, entre lençóis, eles vivem tão intensamente?... E... bem cá entre nós Para quê mais os lençóis?...
Um silêncio, uma voz. Um pecado, um de nós. Uma maçã, uma mordida. Quem foi algoz? Quem perdeu a vida?
Um medo, um mistério. Um segredo calado. Um desejo, um caso sério. Quem sabe? Quem finge não saber? Todos? Ou apenas você?
Um prazer tão nosso. Uma forma particular De amar. Um esconderijo do sol. Um refúgio do olhar alheio. Venha, eis o meu seio. Eis a minha alma Na palma de tua mão. Eis a nossa cama E o nosso colchão.
Uma tarde, uma manhã. Uma escapulida. Uma cerca rompida. Um limite na desmedida. Uma fronteira atravessada. O que sou?A amante? Ou a amada?
Uma aliança na escuridão. Um sonho perigoso. Uma verdade silenciosa. Uma dor maior. Às vezes, eu tão só.
Um amor profanado. Um encontro sagrado. Quem ganhou?Quem perdeu? Você ou eu?
Um quarto com espelho. Um desejo pintado de vermelho. Um prazer tão sombrio. Às vezes sinto frio. Sinto um nó na garganta. Ás vezes eu tão santa.
Um perpétuo desengano Tatuado no corpo. Um erro, um dano. Um desejo domesticado. Um pecado, um pecado.
Um lembrança guardada Na pele, escrita com Luxúria e flor. Um pecado de amor...